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A primeira etapa do projeto de implantação do Museu da Democracia compreende a montagem deste site, em fase de produção, com a narrativa completa dos conteúdos que, na segunda etapa, serão exibidos no edifício em que ele será instalado. A museografia do projeto prevê um espaço multimídia dotado de recursos tecnológicos de última geração, à semelhança dos museus mais modernos do mundo.

Em linguagem acessível, simples e direta, com abordagens substantivas, sem adjetivações.

A narrativa dos conteúdos será desenvolvida em linguagem acessível, simples e direta, com abordagens substantivas, sem adjetivações. Ou seja, uma grande reportagem amparada em extensa pesquisa de documentos e depoimentos de personagens históricos em textos, fotos, objetos, filmes, vídeos e efeitos especiais, com tratamento cenográfico original e atraente. Além de sua missão principal, educativa e cultural, o Museu da Democracia (o primeiro no Brasil e um dos poucos no mundo) será também um polo irradiador de cultura democrática com a realização de exposições temporárias, debates, seminários, cursos e demais eventos adequados à sua finalidade.

O primeiro roteiro dos conteúdos do projeto, em elaboração, remete às origens do pensamento democrático na Grécia Antiga e passa pelos eventos históricos que influíram na evolução política do mundo ocidental, como a Revolução Francesa e a fundação dos Estados Unidos da América. Em sua concepção, o projeto considera a Liberdade um pressuposto da Democracia, de modo que esta é um objetivo a ser alcançado após a conquista daquela.

Por isso, a narrativa da história da Democracia brasileira começa por destacar as principais lutas libertárias do país, como as muitas revoltas e movimentos populares, e os fatos políticos relevantes, como a Inconfidência Mineira, a Independência e a Abolição da escravatura. Deposto o Império e proclamada a República, segue-se o longo período (1889-1985) em que os militares tiveram papel preponderante na cena política, com alguns intervalos de franquias democráticas, a exemplo do pós-guerra e dos anos JK.

O projeto considera a Liberdade um pressuposto da Democracia.
O Museu da Democracia vai relatar fatos e períodos históricos.

Durante 96 anos que se seguem a essa data, a fragilidade das instituições permitiu a prática de atentados aos ideais democráticos, atrasando o processo. Revoluções, golpes de Estado e ditaduras impuseram ao país variadas formas de autoritarismo, com censura à liberdade de expressão e cerceamento de direitos da cidadania. O Museu da Democracia vai relatar fatos e períodos históricos como o Estado Novo de Getúlio Vargas, a Revolução Constitucionalista de 1932, o golpe de 1964, a edição do AI-5, a campanha por Diretas Já e a retirada negociada dos militares do Poder com a eleição de Tancredo Neves, em 1985.

Simultaneamente aos eventos da anti-Democracia, algumas conquistas permitiram uma gradual evolução no processo eleitoral, como o voto secreto, o voto feminino, o voto do analfabeto, a cédula única e a urna eletrônica. Da mesma forma o surgimento de movimentos populares organizados, tendo à frente sindicatos de trabalhadores, grupos culturais variados do meio artístico, intelectuais, empresários e setores da imprensa. A conquista do atual estágio da Democracia brasileira dá-se finalmente com a promulgação da Constituição de 1988, que consagra o Estado Democrático de Direito e crava os pilares de uma nova ordem jurídica e político-institucional que a todos cabe preservar e aperfeiçoar.

Partindo do princípio de que a Democracia é, por natureza, obra inacabada, propõe-se o Museu da Democracia a contribuir para a sua permanente evolução até a plenitude, dotando-a da indispensável difusão de seus valores e da imprescindível participação política de toda a sociedade.